quinta-feira, 30 de junho de 2011

Vida animal!

MGOS

Essa imagem emocionou quantos a viram nas páginas dos noticiários da Internet no dia 22/06. Um homem chora abraçado ao seu animal de estimação, que precisou ser sacrificado, após ter sido atropelado numa cidade do interior Paulista.

foto de Samir Baptista/UOL

Cenas como esta ocorrem cotidianamente em virtude do descaso no cumprimento do Art. 32 da Lei Federal nº 9.605 de 1998. Não só em cidades pequenas, mas comuns também nos grandes centros urbanos, quando os animais disputam com os veículos o direito de ir e vir.
Em Jacarepaguá por exemplo, na auto estrada de acesso ao Grajaú, ocorrências como essas já se tornaram comuns. Volta e meia, algum animal perde a vida atropelado em meio ao trânsito veloz e desordenado, vestígio do progresso urbano, que parece não afligir ainda os donos desses bichos.
Em pleno século XXI ainda se vê, principalmente em lugares afastados do centro da cidade esse tipo de trabalho, resquício dos tempos em que o animal era o principal meio de transporte para servir ao homem. Quase sempre, os animais, sobrecarregados de tantos trambolhos nas carroças, em pesos muito acima do que deveriam levar, se locomovem com maior lentidão, por conta desse excesso. E parece ser esse o motivo pelo qual alguns "mautoristas" os atropelam.

Quando a Secretaria de Trânsito vai começar a tomar providências mais urgentes? Já está mais do que na hora de multar e proibir o uso de animais para carregarem as "mercadorias de trabalho", uma vez que todos os carroceiros utilizam-os para comércio. Uma grande parte desses bichos são maltratados, comem mal, trabalham em excesso, apanham de seus donos até de chicote, atitude presenciada por mim algumas vezes. E claro, nessas horas eu fico revoltada e chego a espinafrar o carroceiro! Alego a existência do Art. e da Lei que o regulamenta. Por conta disso, quase sempre, levo muitos fóras. "A senhora não tem nada a ver com isso", ou "Quem é o dono do bicho, eu ou a senhora?"

Entretanto, nessas horas me lembro que além de cidadã, fiz o curso de jornalismo, ainda que não exerça a função. Entre outras responsabilidades, duas funções fundamentais norteiam essa carreira: - a defesa pela verdade dos fatos e a ação fiscalizadora daquilo que é público. Desculpem Srs. Carroceiros, mas, a via é pública e os animais brasileiros -todos sem exceção - estão sob a proteção do Estado!

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