quinta-feira, 11 de agosto de 2011

A tarefa intransferível!

MGOS

Sete meninas com idades entre 10 e 14 anos foram apreendidas em São Paulo nesta quinta (11), todas por tentaviva de roubo à lojas e pedestres. De um total de 15, essas sete ficaram fichadas e serão encaminhadas a um Abrigo de Amparo ao Menor. Acionadas as mães disseram não saber o que fazer com as filhas, pois as meninas mentem ao dizer que vão para a Escola, quando na verdade, estão pelas ruas aprendendo tudo que não presta. Ainda bem que estas senhoras serão autuadas dentro da lei por abandono de incapaz. Se não sabem o quê fazer com suas crias, imaginem quem saberá. 

Culpa não nos cabe? Quem sabe? Na minha geração, ou melhor, na geração de nossas mães, era muito raro encontrar no seio de alguma família, uma criança da qual os pais dissessem não saber o que fazer com ela. A idade do primeiro emprego era aos 14 anos, e se devia assinar a carteira do menor, todo mundo tinha alguma função, tarefa doméstica, estudo para dar conta etc. Não se viam crianças andando pelas ruas como atualmente, sem destino, sem amparo e sem saber a quem pedir ajuda. Éramos mais exigentes com o destino da nossa sociedade e todos nos sentíamos no dever de tomar conta de qualquer menor perdido pelo caminho! E o pior, é que não sabemos como tudo começou a desandar socialmente. Não foi por conta da Internet, isso tenho certeza. Também não foi por causa do estilo de vida mais moderno, mais aberto, com famílias diversificadas, constituídas por motivo dos momentos agregatórios, desagregatórios...

Tenho a impressão de que falta mesmo é responsabilidade! Por isso, ao ver como a justiça começa a enquadrar os pais de agora em diante, já podemos ver uma luzinha no final do túnel. Quem sabe a partir desse ato, as pessoas reflitam na árdua e gratificante tarefa de criar uma criança, encaminhá-la pela vida com segurança, dando-lhe oportunidades para crescer e se tornar o melhor possível dos seres humanos no meio social ao qual pertença?

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