quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Quanta desumanidade!

MGOS

Não há um ser humano capaz de olhar a foto  que ilustra a notícia da brutalidade cometida por motivo da intolerância política, e não se comover. Nessa quinta (25) o cartunista político Ali Ferzat, foi mostrado na edição online do Globo, deitado em uma cama, com hematomas no rosto, e as duas mãos quebradas. Sofreu a violência, cometida por homens armados, segundo o jornal, simplesmente por ter ao longo de alguns anos, através de charges, mostrado sua antipatia pelo regime de governo da Síria, Bashar al-Assad, comparando-o a Muamar Kadafi, o governante Líbio, e por lá isso é poibido!

Nesses instantes, a memória volta no tempo para nos lembrar que há bem pouco estávamos num ambiente tão hostil quanto esse, vividos pelos nossos irmãos Sírios. No Brasil de 2011, não cabe mais, nem a sombra do regime autoritário e controlador,  do qual nos vimos  atingidos por mais de 25 anos.

Entretanto, ao nos depararmos com fotos como esta, vemos que  não teríamos tanta tranquilidade de escolher nossos governos, e expressar nossas opiniões democraticamente, assim como fazem nossos cartunistas mais conhecidos nas primeiras páginas dos informativos, se a lei da mordaça à imprensa ainda imperasse entre nós. Se bem que, no Brasil ainda exista quem  simpatize com regimes assim. Concordamos porém, em grande mairoria, que o cerceamento da liberdade cultural é coisa do passado.
Ainda bem!

domingo, 21 de agosto de 2011

Últimas notícias!

MGOS

Juro que não queria, mas depois deste incidente com o meu título, tenho de dar o braço a torcer e falar também sobre algumas das principais manchetes jornalísticas nesses  últimos dias. E, todos os fatos que as envolvem de uma forma ou de outra têm a ver com a situação política vigente nesse País.
Se não vejamos, como devemos reagir diante de  matérias assim? "Turismo  destina 352 mi à cidades que não tem turistas", ou "Clínicas pagam para receber pacientes"( O Globo 21/8), ou "Dilma diz que combate à corrupção  não é objetivo central do governo" (JBonline 19/8).

É certo que as cidades  necessitam ter uma infra estrutura para atenderem  demandas de moradias, saúde, educação,  tranportes e segurança dos habitantes. Mas, os investimentos devem vir do turismo quando houver a probabilidade dos locais  ofecerem atrativos para tal. Caso contrário, o uso indevido dos recursos pode ser configurado como desvio de verbas para destinação diferente à qual se propõe. Ou não?

Quando um  governo admite não ser objetivo principal o combate à corrupção em sua gestão, como devemos entender? Como combater desigualdade social sem passar pelo crivo da primeira?  O povo precisa e tem o direito de saber que todo tipo de uso indevido do dinheiro público  deveria ser fiscalizado, e muito bem.  Os protagonistas envolvidos deviam sofrer de imediato bloqueio de seus bens para salvaguardarem qualquer perda gerada em função da irregularidade. Ou não?

Dessa maneira, fica bem difícil não assistir a fatos como estes das clínicas particulares, que segundo os jornais, por intermédio de funcionários de ambulâncias, negociam pacientes, entre uma e outra para terem aumentadas as diárias pagas pelos planos de saúde.

Em março desse ano, sofri uma espécie de AIC (acidente irregular cerebral) do qual não fiquei com nenhuma seqüela, graças a Deus! Mas agora, analizando a demora em ser removida do hospital aonde tive o primeiro atendimento, para um outro no qual fiquei internada por dois dias fazendo exames, tenho dúvidas. Por que tive de esperar quase três horas pela autorização do convênio, se o caso "parecia" aos olhos médicos de  uma certa gravidade, qual o motivo real da demora em ser transferida? Se perto de onde moro existe clínica especializada ao meu caso, por que ser removida para outra bem mais distante? Me diziam, quando eu perguntava: - "Desculpe, mas o plano ainda não autorizou". Agora, depois desse tempo que passou confesso ter vontade de saber o "quê" aconteceu de fato. Não gostaria de me saber incluída nesse bolo insalubre que alimenta bolsos irresponsáveis e cada vez mais gananciosos!

sábado, 20 de agosto de 2011

Golpe da adesão política!

MGOS
 
 
Levei um susto semana passada! Recebi uma intimação do TRE-RJ na quinta (10), para comparecer a 180ª Zona Eleitoral, onde voto, pois havia uma adesão para criação de  um Partido Eleitoral,  assinada por alguém com o mesmo número de título e de nome semelhante. Como a assinatura estava divergente, pediam minha presença para sanar dúvidas, acompanhada de um documento de identidade, um comprovante de residência e, o título. E agora? Se eu perdi o dito cujo uns dois dias antes do último pleito em outubro passado? POR ISSO MESMO VOTEI SÓ COM A CARTEIRA DE IDENTIDADE. Davam cinco dias corridos para eu me apresentar, sob pena de sofrer uma sanção por parte da Polícia Federal, se tal não ocorresse. De imediato fiquei confusa, mas depois, comecei a raciocinar e fui até lá na terça (16).
E pasmem! Havia umas dez intimações iguais em nome do Partido PPL- Partido Pátria Livre. Coincidência comentada até entre os funcionários que me atenderam, diziam ser o tal partido o motivo principal de eleitores da 180ª estarem sendo convocados ultimamente. Perguntei como podia acontecer algo assim, com o uso de numeração de títulos iguais na mesma Região, no caso Jacarepaguá?

E aí me disseram: "O fato de constar uma assinatura de adesão para criação de algum partido político, não desabona o eleitor em nada", já que somos um país democrático e livre! Sim, até aí eu concordo. Só não concordo que haja a mesma numeração para um título eleitoral de indivíduos diferentes e na mesma Região, ainda que com nomes quase iguais, como ocorreu. Mesmo depois de ser informada ser impossível saber de quem é a responsabilidade, onde e como isso aconteceu, estou até agora tentando entender.
Isso parece ser crime eleitoral, e no mínimo esse tal de PPL deve ter um representante que possa explicar à justiça todo esse embróglio. De qualquer maneira, a gente fica meio desanimada diante desses acontecimentos e outros que ocorrem todos os dias nesse País. E principalmente, de ver nosso nome arrolado numa tramóia assim! O cidadão devia poder mover uma ação contra esse tipo de constrangimento, pois afinal, é isso que ocorre. Só o fato de receber uma missiva te intimando, te dando prazo de comparecimento e te ameaçando com sanções penais, sobre atitudes que ocorrem à revelia da tua vontade, já deveria ser classificado como um constragimento ilegal.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

A tarefa intransferível!

MGOS

Sete meninas com idades entre 10 e 14 anos foram apreendidas em São Paulo nesta quinta (11), todas por tentaviva de roubo à lojas e pedestres. De um total de 15, essas sete ficaram fichadas e serão encaminhadas a um Abrigo de Amparo ao Menor. Acionadas as mães disseram não saber o que fazer com as filhas, pois as meninas mentem ao dizer que vão para a Escola, quando na verdade, estão pelas ruas aprendendo tudo que não presta. Ainda bem que estas senhoras serão autuadas dentro da lei por abandono de incapaz. Se não sabem o quê fazer com suas crias, imaginem quem saberá. 

Culpa não nos cabe? Quem sabe? Na minha geração, ou melhor, na geração de nossas mães, era muito raro encontrar no seio de alguma família, uma criança da qual os pais dissessem não saber o que fazer com ela. A idade do primeiro emprego era aos 14 anos, e se devia assinar a carteira do menor, todo mundo tinha alguma função, tarefa doméstica, estudo para dar conta etc. Não se viam crianças andando pelas ruas como atualmente, sem destino, sem amparo e sem saber a quem pedir ajuda. Éramos mais exigentes com o destino da nossa sociedade e todos nos sentíamos no dever de tomar conta de qualquer menor perdido pelo caminho! E o pior, é que não sabemos como tudo começou a desandar socialmente. Não foi por conta da Internet, isso tenho certeza. Também não foi por causa do estilo de vida mais moderno, mais aberto, com famílias diversificadas, constituídas por motivo dos momentos agregatórios, desagregatórios...

Tenho a impressão de que falta mesmo é responsabilidade! Por isso, ao ver como a justiça começa a enquadrar os pais de agora em diante, já podemos ver uma luzinha no final do túnel. Quem sabe a partir desse ato, as pessoas reflitam na árdua e gratificante tarefa de criar uma criança, encaminhá-la pela vida com segurança, dando-lhe oportunidades para crescer e se tornar o melhor possível dos seres humanos no meio social ao qual pertença?