domingo, 20 de novembro de 2011

A natureza outra vez ofendida!

MGOS

Continua o vazamento de óleo no poço de petróleo administrado pela empresa Chevron,  na bacia de Campos dos Goitacazes. Atualmente essa bacia concentra o maior número de perfurações de poços. O acidente ocorreu há duas semanas, a 120 quilometros do litoral, e a primeira providência tomada pela empresa, segundo alguns noticiários, foi um desafio a lei da gravidade. Jogar areia na mancha, como forma de amenizar o problema. Lógico que não podia dar resultado satisfatório. E a Chevron nega essa atitude. Mas,  por quê não providenciaram logo as embarcações com sugadores, como aconteceu no golfo do México?

Segundo o site de notícias da UOL, o vazamento na sexta (18), já atingia na superfície, a extensão de 18 quilometros e uma área de 11,8 quilometros quadrados. Isto é quase três vezes o tamanho de Copacabana segundo dados de 2003. Para a natureza é mais uma tragédia, onde a fauna e a flora marinha, e nós humanos, por certo colheremos as consequências, daqui a alguns anos.

O acidente aconteceu segundo informações, por conta de erro de cálculo nas medições da pressão dos hidrocarbonetos em uma das jazidas. Isso fêz com que brotasse o óleo por uma das fissuras -próximo ao local onde acontecem as perfurações. O Mininistério do Meio Ambiente, pretende multar a Chevron em até 50 milhões, valor  máximo permitido, mas acontece uma discussão com respeito ao montante da multa, considerado defasado. Enquanto se discute a parcela, a mancha só aumenta.

Pode-se dizer que é só mais um acidente ocorrido por falta de atenção, e, embora esse tipo de assunto, já seja bastante comum entre nós,  não podemos deixar de nos indignar e expor nosso desapontamento por mais uma ofensa à vida!

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Vida de cão!

MGOS

Morreu hoje em São Paulo o cão da raça rottweller,  que foi amarrado e arrastado na pick-up de seu dono no início deste mes. Acolhido pela ONG Vira Lata Vira Vida, o animal não resistiu às complicações surgidas por conta do incidente. Ainda hoje será feita uma necrópsia para detectar a causa exata da morte. Lobo, como era chamado o cão, foi arrastado pelas ruas de Piracicaba, cidade do interior de S.Paulo. Na ocasião precisou ter uma das patas amputadas, e o seu proprietário, Cláudio César Messias recebeu a multa de R$ 1,5 mil da polícia ambiental. Agora, se for condenado sofrerá a sanção da Lei Federal  nº 9.605/98, e poderá pegar até um ano de detenção, além de ter que pagar outra multa.

O destino de alguns animais de fato é uma incógnita, pois, enquanto alguns donos choram  a perda, outros praticam contra os indefesos bichos tanta violência que provocam suas mortes. Atitudes que nos fazem refletir sobre como alguns de nós, os humanos,  temos capacidade para dar uma piora, numa relação que deveria ser só de troca e afetividade!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Bienal, prazer e desconforto!

MGOS

Acabou neste domingo (11) a décima quinta edição da Bienal do livro no Rio de Janeiro. Confesso ter sentido vontade de ir até lá, no Riocentro, onde o evento acontece. Só vontade, ainda bem! Pois, na quarta (07), precisei ir ao Polo Cine de Vídeo alí perto, na Abelardo Bueno, e enfrentei dois momentos de engarrafamentos, que somados, deram mais de hora e meia. Para ir ao Polo Cine, e para voltar à minha residencia que fica bem perto, em Jacarepaguá. Diante de algumas publicações na imprensa, nessa segunda (12), minha pergunta é:
- Como um evento dessa grandeza, com tamanha afluência  de público, pode ser ainda tão desconfortável?

Parece que não houve uma preocupação maior em deixar os visitantes mais bem assistidos no tocante às necessidades primárias, como comer ou ir ao banheiro. Diante disso, não digo que nunca irei até a Bienal, mas enquanto permanecer esse estado de coisas, acredito que muita gente também não irá. Afinal de contas, mesmo com todos os nomes de autores importantes e presentes nos debates, dando autrografos, ninguém gosta de ter uma despesa como essa, estacionamento, compra de livros, lanches, gasto com combustível ou condução,  e ter dificuldade de acessibilidade, por motivo do trânsito que se torna caótico, ou ainda  por falha estrutural no quesito alimentação e higiene.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Quanta desumanidade!

MGOS

Não há um ser humano capaz de olhar a foto  que ilustra a notícia da brutalidade cometida por motivo da intolerância política, e não se comover. Nessa quinta (25) o cartunista político Ali Ferzat, foi mostrado na edição online do Globo, deitado em uma cama, com hematomas no rosto, e as duas mãos quebradas. Sofreu a violência, cometida por homens armados, segundo o jornal, simplesmente por ter ao longo de alguns anos, através de charges, mostrado sua antipatia pelo regime de governo da Síria, Bashar al-Assad, comparando-o a Muamar Kadafi, o governante Líbio, e por lá isso é poibido!

Nesses instantes, a memória volta no tempo para nos lembrar que há bem pouco estávamos num ambiente tão hostil quanto esse, vividos pelos nossos irmãos Sírios. No Brasil de 2011, não cabe mais, nem a sombra do regime autoritário e controlador,  do qual nos vimos  atingidos por mais de 25 anos.

Entretanto, ao nos depararmos com fotos como esta, vemos que  não teríamos tanta tranquilidade de escolher nossos governos, e expressar nossas opiniões democraticamente, assim como fazem nossos cartunistas mais conhecidos nas primeiras páginas dos informativos, se a lei da mordaça à imprensa ainda imperasse entre nós. Se bem que, no Brasil ainda exista quem  simpatize com regimes assim. Concordamos porém, em grande mairoria, que o cerceamento da liberdade cultural é coisa do passado.
Ainda bem!

domingo, 21 de agosto de 2011

Últimas notícias!

MGOS

Juro que não queria, mas depois deste incidente com o meu título, tenho de dar o braço a torcer e falar também sobre algumas das principais manchetes jornalísticas nesses  últimos dias. E, todos os fatos que as envolvem de uma forma ou de outra têm a ver com a situação política vigente nesse País.
Se não vejamos, como devemos reagir diante de  matérias assim? "Turismo  destina 352 mi à cidades que não tem turistas", ou "Clínicas pagam para receber pacientes"( O Globo 21/8), ou "Dilma diz que combate à corrupção  não é objetivo central do governo" (JBonline 19/8).

É certo que as cidades  necessitam ter uma infra estrutura para atenderem  demandas de moradias, saúde, educação,  tranportes e segurança dos habitantes. Mas, os investimentos devem vir do turismo quando houver a probabilidade dos locais  ofecerem atrativos para tal. Caso contrário, o uso indevido dos recursos pode ser configurado como desvio de verbas para destinação diferente à qual se propõe. Ou não?

Quando um  governo admite não ser objetivo principal o combate à corrupção em sua gestão, como devemos entender? Como combater desigualdade social sem passar pelo crivo da primeira?  O povo precisa e tem o direito de saber que todo tipo de uso indevido do dinheiro público  deveria ser fiscalizado, e muito bem.  Os protagonistas envolvidos deviam sofrer de imediato bloqueio de seus bens para salvaguardarem qualquer perda gerada em função da irregularidade. Ou não?

Dessa maneira, fica bem difícil não assistir a fatos como estes das clínicas particulares, que segundo os jornais, por intermédio de funcionários de ambulâncias, negociam pacientes, entre uma e outra para terem aumentadas as diárias pagas pelos planos de saúde.

Em março desse ano, sofri uma espécie de AIC (acidente irregular cerebral) do qual não fiquei com nenhuma seqüela, graças a Deus! Mas agora, analizando a demora em ser removida do hospital aonde tive o primeiro atendimento, para um outro no qual fiquei internada por dois dias fazendo exames, tenho dúvidas. Por que tive de esperar quase três horas pela autorização do convênio, se o caso "parecia" aos olhos médicos de  uma certa gravidade, qual o motivo real da demora em ser transferida? Se perto de onde moro existe clínica especializada ao meu caso, por que ser removida para outra bem mais distante? Me diziam, quando eu perguntava: - "Desculpe, mas o plano ainda não autorizou". Agora, depois desse tempo que passou confesso ter vontade de saber o "quê" aconteceu de fato. Não gostaria de me saber incluída nesse bolo insalubre que alimenta bolsos irresponsáveis e cada vez mais gananciosos!

sábado, 20 de agosto de 2011

Golpe da adesão política!

MGOS
 
 
Levei um susto semana passada! Recebi uma intimação do TRE-RJ na quinta (10), para comparecer a 180ª Zona Eleitoral, onde voto, pois havia uma adesão para criação de  um Partido Eleitoral,  assinada por alguém com o mesmo número de título e de nome semelhante. Como a assinatura estava divergente, pediam minha presença para sanar dúvidas, acompanhada de um documento de identidade, um comprovante de residência e, o título. E agora? Se eu perdi o dito cujo uns dois dias antes do último pleito em outubro passado? POR ISSO MESMO VOTEI SÓ COM A CARTEIRA DE IDENTIDADE. Davam cinco dias corridos para eu me apresentar, sob pena de sofrer uma sanção por parte da Polícia Federal, se tal não ocorresse. De imediato fiquei confusa, mas depois, comecei a raciocinar e fui até lá na terça (16).
E pasmem! Havia umas dez intimações iguais em nome do Partido PPL- Partido Pátria Livre. Coincidência comentada até entre os funcionários que me atenderam, diziam ser o tal partido o motivo principal de eleitores da 180ª estarem sendo convocados ultimamente. Perguntei como podia acontecer algo assim, com o uso de numeração de títulos iguais na mesma Região, no caso Jacarepaguá?

E aí me disseram: "O fato de constar uma assinatura de adesão para criação de algum partido político, não desabona o eleitor em nada", já que somos um país democrático e livre! Sim, até aí eu concordo. Só não concordo que haja a mesma numeração para um título eleitoral de indivíduos diferentes e na mesma Região, ainda que com nomes quase iguais, como ocorreu. Mesmo depois de ser informada ser impossível saber de quem é a responsabilidade, onde e como isso aconteceu, estou até agora tentando entender.
Isso parece ser crime eleitoral, e no mínimo esse tal de PPL deve ter um representante que possa explicar à justiça todo esse embróglio. De qualquer maneira, a gente fica meio desanimada diante desses acontecimentos e outros que ocorrem todos os dias nesse País. E principalmente, de ver nosso nome arrolado numa tramóia assim! O cidadão devia poder mover uma ação contra esse tipo de constrangimento, pois afinal, é isso que ocorre. Só o fato de receber uma missiva te intimando, te dando prazo de comparecimento e te ameaçando com sanções penais, sobre atitudes que ocorrem à revelia da tua vontade, já deveria ser classificado como um constragimento ilegal.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

A tarefa intransferível!

MGOS

Sete meninas com idades entre 10 e 14 anos foram apreendidas em São Paulo nesta quinta (11), todas por tentaviva de roubo à lojas e pedestres. De um total de 15, essas sete ficaram fichadas e serão encaminhadas a um Abrigo de Amparo ao Menor. Acionadas as mães disseram não saber o que fazer com as filhas, pois as meninas mentem ao dizer que vão para a Escola, quando na verdade, estão pelas ruas aprendendo tudo que não presta. Ainda bem que estas senhoras serão autuadas dentro da lei por abandono de incapaz. Se não sabem o quê fazer com suas crias, imaginem quem saberá. 

Culpa não nos cabe? Quem sabe? Na minha geração, ou melhor, na geração de nossas mães, era muito raro encontrar no seio de alguma família, uma criança da qual os pais dissessem não saber o que fazer com ela. A idade do primeiro emprego era aos 14 anos, e se devia assinar a carteira do menor, todo mundo tinha alguma função, tarefa doméstica, estudo para dar conta etc. Não se viam crianças andando pelas ruas como atualmente, sem destino, sem amparo e sem saber a quem pedir ajuda. Éramos mais exigentes com o destino da nossa sociedade e todos nos sentíamos no dever de tomar conta de qualquer menor perdido pelo caminho! E o pior, é que não sabemos como tudo começou a desandar socialmente. Não foi por conta da Internet, isso tenho certeza. Também não foi por causa do estilo de vida mais moderno, mais aberto, com famílias diversificadas, constituídas por motivo dos momentos agregatórios, desagregatórios...

Tenho a impressão de que falta mesmo é responsabilidade! Por isso, ao ver como a justiça começa a enquadrar os pais de agora em diante, já podemos ver uma luzinha no final do túnel. Quem sabe a partir desse ato, as pessoas reflitam na árdua e gratificante tarefa de criar uma criança, encaminhá-la pela vida com segurança, dando-lhe oportunidades para crescer e se tornar o melhor possível dos seres humanos no meio social ao qual pertença?

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Vida animal!

MGOS

Essa imagem emocionou quantos a viram nas páginas dos noticiários da Internet no dia 22/06. Um homem chora abraçado ao seu animal de estimação, que precisou ser sacrificado, após ter sido atropelado numa cidade do interior Paulista.

foto de Samir Baptista/UOL

Cenas como esta ocorrem cotidianamente em virtude do descaso no cumprimento do Art. 32 da Lei Federal nº 9.605 de 1998. Não só em cidades pequenas, mas comuns também nos grandes centros urbanos, quando os animais disputam com os veículos o direito de ir e vir.
Em Jacarepaguá por exemplo, na auto estrada de acesso ao Grajaú, ocorrências como essas já se tornaram comuns. Volta e meia, algum animal perde a vida atropelado em meio ao trânsito veloz e desordenado, vestígio do progresso urbano, que parece não afligir ainda os donos desses bichos.
Em pleno século XXI ainda se vê, principalmente em lugares afastados do centro da cidade esse tipo de trabalho, resquício dos tempos em que o animal era o principal meio de transporte para servir ao homem. Quase sempre, os animais, sobrecarregados de tantos trambolhos nas carroças, em pesos muito acima do que deveriam levar, se locomovem com maior lentidão, por conta desse excesso. E parece ser esse o motivo pelo qual alguns "mautoristas" os atropelam.

Quando a Secretaria de Trânsito vai começar a tomar providências mais urgentes? Já está mais do que na hora de multar e proibir o uso de animais para carregarem as "mercadorias de trabalho", uma vez que todos os carroceiros utilizam-os para comércio. Uma grande parte desses bichos são maltratados, comem mal, trabalham em excesso, apanham de seus donos até de chicote, atitude presenciada por mim algumas vezes. E claro, nessas horas eu fico revoltada e chego a espinafrar o carroceiro! Alego a existência do Art. e da Lei que o regulamenta. Por conta disso, quase sempre, levo muitos fóras. "A senhora não tem nada a ver com isso", ou "Quem é o dono do bicho, eu ou a senhora?"

Entretanto, nessas horas me lembro que além de cidadã, fiz o curso de jornalismo, ainda que não exerça a função. Entre outras responsabilidades, duas funções fundamentais norteiam essa carreira: - a defesa pela verdade dos fatos e a ação fiscalizadora daquilo que é público. Desculpem Srs. Carroceiros, mas, a via é pública e os animais brasileiros -todos sem exceção - estão sob a proteção do Estado!