domingo, 21 de agosto de 2011

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MGOS

Juro que não queria, mas depois deste incidente com o meu título, tenho de dar o braço a torcer e falar também sobre algumas das principais manchetes jornalísticas nesses  últimos dias. E, todos os fatos que as envolvem de uma forma ou de outra têm a ver com a situação política vigente nesse País.
Se não vejamos, como devemos reagir diante de  matérias assim? "Turismo  destina 352 mi à cidades que não tem turistas", ou "Clínicas pagam para receber pacientes"( O Globo 21/8), ou "Dilma diz que combate à corrupção  não é objetivo central do governo" (JBonline 19/8).

É certo que as cidades  necessitam ter uma infra estrutura para atenderem  demandas de moradias, saúde, educação,  tranportes e segurança dos habitantes. Mas, os investimentos devem vir do turismo quando houver a probabilidade dos locais  ofecerem atrativos para tal. Caso contrário, o uso indevido dos recursos pode ser configurado como desvio de verbas para destinação diferente à qual se propõe. Ou não?

Quando um  governo admite não ser objetivo principal o combate à corrupção em sua gestão, como devemos entender? Como combater desigualdade social sem passar pelo crivo da primeira?  O povo precisa e tem o direito de saber que todo tipo de uso indevido do dinheiro público  deveria ser fiscalizado, e muito bem.  Os protagonistas envolvidos deviam sofrer de imediato bloqueio de seus bens para salvaguardarem qualquer perda gerada em função da irregularidade. Ou não?

Dessa maneira, fica bem difícil não assistir a fatos como estes das clínicas particulares, que segundo os jornais, por intermédio de funcionários de ambulâncias, negociam pacientes, entre uma e outra para terem aumentadas as diárias pagas pelos planos de saúde.

Em março desse ano, sofri uma espécie de AIC (acidente irregular cerebral) do qual não fiquei com nenhuma seqüela, graças a Deus! Mas agora, analizando a demora em ser removida do hospital aonde tive o primeiro atendimento, para um outro no qual fiquei internada por dois dias fazendo exames, tenho dúvidas. Por que tive de esperar quase três horas pela autorização do convênio, se o caso "parecia" aos olhos médicos de  uma certa gravidade, qual o motivo real da demora em ser transferida? Se perto de onde moro existe clínica especializada ao meu caso, por que ser removida para outra bem mais distante? Me diziam, quando eu perguntava: - "Desculpe, mas o plano ainda não autorizou". Agora, depois desse tempo que passou confesso ter vontade de saber o "quê" aconteceu de fato. Não gostaria de me saber incluída nesse bolo insalubre que alimenta bolsos irresponsáveis e cada vez mais gananciosos!

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